- Mãe, sabes uma coisa?
- Não, respondeu ela, distraidamente, enquanto lhe preparava a água para o banho.
- Tenho uma namorada.
- Ai é? E ela é bonita, filho?
- Sim é bonita e parecida contigo.
- Então, mas pediste-lhe namoro?
- Não, Mãe! Ela deu-me um bilhete com o desenho de uma flor e estava lá “Eu gosto de ti e tu, gostas de mim?”
- E tu respondeste?
- Eu escrevi: “Gosto”.
- E depois …
- E depois ficamos juntos no recreio a falar do Dragon Ball.
No Dia dos Namorados a professora pediu aos meninos que escrevessem cartas de amor.
Todos se entusiasmaram, menos eles os dois.
Naquele dia, tinham-se sentado lado a lado numa carteira ao fundo da sala e permaneceram de mão dada.
No final do período da manhã a professora recolheu as cartas de amor e perguntou-lhes:
- Então, meninos, as vossas cartas?
- Nós não escrevemos.
Sorriram para a professora e saíram de mão dada. No refeitório sentaram-se juntos e enquanto os outros meninos sorviam a sopa, sofregamente, para poderem comer o esparguete à bolonhesa, eles os dois entretiveram-se a escrever um ao outro juras de amor nas suas sopas de letrinhas.
- Não, respondeu ela, distraidamente, enquanto lhe preparava a água para o banho.
- Tenho uma namorada.
- Ai é? E ela é bonita, filho?
- Sim é bonita e parecida contigo.
- Então, mas pediste-lhe namoro?
- Não, Mãe! Ela deu-me um bilhete com o desenho de uma flor e estava lá “Eu gosto de ti e tu, gostas de mim?”
- E tu respondeste?
- Eu escrevi: “Gosto”.
- E depois …
- E depois ficamos juntos no recreio a falar do Dragon Ball.
No Dia dos Namorados a professora pediu aos meninos que escrevessem cartas de amor.
Todos se entusiasmaram, menos eles os dois.
Naquele dia, tinham-se sentado lado a lado numa carteira ao fundo da sala e permaneceram de mão dada.
No final do período da manhã a professora recolheu as cartas de amor e perguntou-lhes:
- Então, meninos, as vossas cartas?
- Nós não escrevemos.
Sorriram para a professora e saíram de mão dada. No refeitório sentaram-se juntos e enquanto os outros meninos sorviam a sopa, sofregamente, para poderem comer o esparguete à bolonhesa, eles os dois entretiveram-se a escrever um ao outro juras de amor nas suas sopas de letrinhas.
Tão fofinhos... ;)
ResponderEliminarO Amor é um pássaro azul
ResponderEliminarNum campo verde
no alto da Madrugada
Lembram-se deste poster? Eu ainda o tenho! e retrata bem a história do post.
Gi, está muito bom!
ResponderEliminara ternura da infância...que lindas estas palavras cheias de uma inocência encantadora
ResponderEliminarQuem me dera voltar ao tempo das letrinhas na sopa, sim porque hoje em dia vivemos numa grande taça de sopa com poucas letrinhas :(
ResponderEliminarA taça de sopa pode ser grande e c poucas letras, mas se quisermos c essas poucas letras ainda se pode dizer mt coisa...
ResponderEliminarTão queridos!!!!:)
ResponderEliminarQue miminho de atitude:)
Era bom viver num mundo assim. De mãos dadas e com muitas letras na sopa, mas só para escrever coisas boas.
ResponderEliminarInfelizmente esta pureza é efémera.
Numa sopa de letrinhas se escrevem as maiores juras de eterno amor. Tão eterno, enquanto dura...
ResponderEliminarTexto escrito com muita sensibilidade.
ResponderEliminarwednesday: ;)
ResponderEliminarfatima: as palavras não me são estranhas, mas não me lembro do poster :(
hydrargirum: As criancinhas são tão fofinhas ... mas depois crescem! :)
lili: a sério?
maria bloch: aqui foi numa sopa de letras, há quem escreva noutros sítios ... agora, relamente, o amor é eterno, enquanto dura!
bluesbrother: obrigada :)