domingo, 14 de dezembro de 2008

AO DESAFIO

A Maria Tardia desafiou-me a dizer no blogue os livros da minha infância.

Os meus pais sempre viveram rodeados de livros e incutiram, ao meu irmão e a mim, o mesmo gosto; livros foram comprados e lidos desde que nascemos.


Os nosso livros (livros exclusivamente para mim e para o meu irmão) ficavam num grande armário (que ainda hoje existe na actual casa dos meus pais) e em que os livros comprados ao Sr.Ribeiro uma vez por semana eram cuidadosamente arrumados. Eu e o meu irmão sentávamo-nos nas escadas junto a esse armário e que davam acesso ao 1º andar e líamos, só parando para as refeições; líamos tudo no mesmo dia.


Desde pequenina, debruçada sobre um ou outro dos progenitores, fazia-me confusão que, muitas vezes, as imagens me dissessem outras coisas que as letras que eles liam e queria saber por mim mesma se o que eles me liam era realmente o que lá estava.


Aos 4 anos todo um novo mundo se me abriu aos olhos e, a partir daí, nunca mais parei.


Os meus primeiros livrinhos foram de pano, com histórias versejadas de animais; podia levar até para o banho.


Muitos outros vieram, ainda bastante infantis, como os da:


e

Com eles foram chegando os contos de Pérrault, de Hans Christian Andersen e dos Irmãos Grimm.

Na sala de estar havia livros de acesso geral, como a Bíblia, Enciclopédias variadas, Dicionários.

Todos li e adorei ler a Bíblia, em vários tomos: livros enormes, a imitar os livros da Idade Média, na letra e nas imagens, ao estilo de iluminuras. Tinha terror ao Antigo Testamento e extasiei-me com o Novo.

Já mais perto da entrada na adolescência li:


de Edmundo de Amicis. A história de Henrique, um menino que escreve um diário desde o 1º dia de aulas, com histórias comovedoras e punjentes. Marcou-me muito este livro.

15 Histórias de mistério, 15 Histórias de Aventuras, 15 Histórias...

Os livros de José Mauro de Vasconcelos

O veleiro de cristal, Vamos aquecer o sol, O meu pé de laranja lima e outros.




Praticamente todos os livros de Enid Blyton: Os cinco, os sete, a trinta-diabos, as gémeas.
Os livros de Júlio Verne.

A adolescência apanhou-me a ler os livros de Berthe Bernage da série :


BRIGITTE

Brigitte solteira e casada, Brigitte Mamã, e por aí adiante.

Às escondidas comecei também a ler, num outro armário situado no piso superior e junto ao quarto dos meus pais, uns livros que me suscitaram a curiosidade, principalmente porque estavam colocados de maneira a não se poder ler as lombadas.

Os pais serão sempre ingénuos, não é?

Patti, Si, Paulo Cunha Porto, Ka, Precious, Fátima e Maria Amélia (as duas senhoras da Simecq Cultura), Restelo, Júlio, Ervi, Cerejinha, Filoxera, Teddy Lover e a Paddy (acho que a mais novinha deste grupo e da idade dos meus filhos), aceitam este desafio?

* Hoje, devido a problemas com a Net, só pude aceder a um ou dois blogues. Amanhã também é dia.

23 comentários:

Patti disse...

Eu aceito, eu aceito!
E já colocaste aí o meu herói, o José Mauro, li todos dele, é o meu Mestre e são os dele os da minha vida.

paddy disse...

Obrigado Gi.

Livros de infância até que idade? Eu ainda sou adolescente =P

Gi disse...

Patti: Também é o meu mais-que-tudo. ;)

paddy: Pode ser 13 anos?

paddy disse...

Hum, ok :)

Fatima disse...

O meu acesso a livros até aos 14 anos, foi praticamente nulo. Só os da escola me chegavam às mãos... E até esses perdi nas cheias de 67....Quando comecei a trabalhar, vinguei-me e comprava muitos e lia sem parar!
Aceito o desafio, claro!

Si disse...

Desafio aceite, com um gosto enorme, porque vai de encontro ao meu post de hoje.

Devo demorar é um pouquinho a postá-lo para poder reunir o que está ainda em casa dos meus pais, mas fica desde já assinado o compromisso.

P.S. Hoje a minha net também está revolucionária. Será coincidência ou andará problema na blogger??

Filoxera disse...

Aceito, claro.
Mas dá-m tempo, sim? Eu sei que é coisa que ninguém tem para dar, mas tentarei que não seja excessivo.
Beijos.

Júlio disse...

Notificação recebida.

M.A. disse...

Ora, porque não aceitar o desafio, Gi?
Fui também, desde pequena, interessada nas leituras e julgo que o percurso terá sido semelhante ao dos outros miudos, primeiro as histórias tradicionais,que na altura eram os livros da "Colecção Manecas" e, depois, já era eu a visitar a livraria e a fazer a escolha.Como vivia na província e lá a oferta era um tanto limitada,aceitavam que eu encomendasse o que desejava. Na infância houve um livro de que gostei muito e que ainda hoje recordo, pelo menos em linhas gerais. Passava-se num colégio suiço de raparigas, o seu título, "Em pleno Azul" e a sua autora foi Virgínia de Castro Almeida. Também li Condessa de Segur. Na adolescência, além de Júlio Dinis, li bastante Sá de Albergaria, (pai) e também a filha deste Maria Sá de Albergaria.Esta, publicava alguns dos seus romances em folhetins, no Comércio do Porto, que uma tia-avó recortava e me oferecia.(Eu só queria o romance completo, pois nunca tive paciência para ler "em doses diárias". Outro livro de que me recordo ter gostado, na mesma altura, foi "A Filha de Labão" de Tomás da Fonseca. Mais tarde interessei-me por a escrita de Fernando Namora. Enfim, isto foi o que me ocorreu de momento...[[]]

nagareboshi disse...

Eu as vezes digo, meio a brincar que aprender a ler foi o melhor que me aconteceu na vida, mas se calhar foi mesmo uma das melhores coisas. As vezes tenho um bocado de pena que a maioria dos meus amigos só leiam policiais e livros de auto ajuda porque além de odiar esses livros não tenho ninguém com quem partilhar os meus romances ficcionais e não ficcionais, gosto principalmente dos que tem uma historia real por traz como o memorial do convento e os maias que toda a gente da minha idade conhece porque teve de ler no secundário. Eu tenho uma predilecção especial pelos maias, além de conhecer todos os hotéis, pensões e teatros em que os personagens estiveram quando a história se passava em Lisboa, fui criada no hotel do Victor(que foi transformado em prédio para habitação) onde o Carlos Eduardo ficou hospedado, quando andava atrás da maria Eduarda, que naquela altura não sabia ser sua irmã, que por sua vez ficou hospedada no Lawrence que hoje é um restaurante.É giro ver que antes de eu e os meus pais e os meus avós termos nascido aqueles lugares foram completamente diferentes do que eu conheço, se calhar até o próprio Eça lá esteve!

MAria tardIA disse...

Obrigada por esta resposta!
O desafio valeu a pena!!!

Começar a ler aos 4 anos deve ter sido uma conquista extraordinária para uma criança...eu não tive essa sorte...

Ter em casa livros é muito (issímo) importante mas tem de existir um gosto, muitas vezes inato, para que se queira ler e da leitura se retire prazer.
Conheço colegas que não tendo crescido numa casa com livros esperavam ansiosamente que a Biblioteca Itenerante da Calouste Gulbenkian passsasse na sua terra para trocarem os seus livros do mês...outros que embora vivessem rodeados de livros não sentiam grande vontade de lhes "tocar".

Também tive um livro que me marcou intitulado "O Golfinho" escrito por uma Autora que não consigo recordar. É uma história de afectos... foi-me oferecido pelo meu pai...

Bem, o comentário já vai longo.
Obrigada Gi.

Boa semana.

:)

Gi disse...

nagareboshi: também gosto muito de livros com espaços palpáveis, tempos passados, mesmo que e os persoagens sejam ficcionados.
Adoro biografias.

TeddyLover disse...

Obviamente que aceito o desafio...se bem que, não foste só tu e o teu irmão que leram certos livros, sentados na escada de acesso ao primeiro andar...eu também lá estava...um dos livros de lombada para dentro e que estava na sala...lembro muito bem...era o ELGA...
Bjo e obrigada pelo convite

Paulo Cunha Porto disse...

Querida Gi,
está aceite, amanhã postarei a rigor, para ser mais pensado.
Beijinho grato pela lembrança!

Cerejinha disse...

Desafio aceite :-) mas ainda não vou responder hoje...

Ervi Mendel disse...

Não me vou baldar. Fica prometido!

M.A. disse...

Ainda voltando aos livros, quero relembrar um autor que lí bastante por volta dos meus 20 anos e de quem nunca mais se ouviu falar: Hall Caine. Será que alguém se lembrará de "O Juiz","Expiação",Filha de Agar" A mulher que Deus me deu"?
Estou com certa vontade de reler um destes romances (cheios de tragédias e amores misteriosos) para comparar o que acharei hoje destas leituras.Não faço nenhuma ideia por onde andarão os que comprei.Quando casei, ficaram muitos guardados no sotão da casa dos meus pais. Depois, fui mudando de residência várias vezes. Mais tarde,um houve um incêndio na casa paterna e deve ter levado estes e outros...

Precious disse...

Aceito também o desafio, mas ele terá de ficar um pouco em stand-by nesta época de azáfama.
Mas porque adoro livros, até os da infância, não deixarei de o fazer.

Ka disse...

Olá Gi,

Desafio aceite pois está claro, mas não sei se ainda o consigo postar hoje :)

Beijos e boa semana

Gi disse...

Não há pressa. Eu demorei 12 dias a responder ao desafio. ;)

Brunorix disse...

O que eu tenho procurado um livro que é dessa colecção das 15 histórias. Ainda hoje me lembro de algumas delas... era o das artes marciais.

Que bela recordação! Já agora, alguém sabe onde se podem arranjar estes, e outros, livros do nosso crescer? Gostava muito de os conseguir encontrar...

Gi disse...

Brunorix: Os meus, a minha mãe deu-os aqui há uns tempos.
Mas estarei atenta.

Restelo disse...

Já tenho net, yupiii!!
Amanhã já trato disto! Muito obrigada!
jinhos