Quando alguém diz parvoíce ... é parvo. Quando cinco pessoas dizem parvoíce ... são parvos multiplicados por cinco. Quando cinco mil pessoas dizem parvoíce ... o parvo és tu.
Se, depois de mortos, no fundo, no fundo,todos, afinal até éramos boas pessoas, Se o céu é para as boas pessoas, No fundo, no fundo, o Céu deve ser como a Terra, Um inferno.
São coisas que acontecem no reino-do-faz-de-conta, aos 81, mesmo não se metendo em nenhum 31, acabou-se o que era doce; ou será que acabou o que era o doce?
Uma coisa é certa como a morte, aos 81 noves fora nada!
A vida, às vezes. acabando o que era o doce, traz-nos alguns amargos de boca.
Eu não gosto do Natal ... mas, religiosamente, juntamo-nos com a família, oferecemos e recebemos presentes, comemos bacalhau. Eu não gosto do Carnaval ... mas, mesmo assim, há imensas pessoas na rua mascaradas.
Eu não gosto do dia dos Namorados ... mas tenta-se dar e receber presentes e ter um dia especial.
Eu não gosto do Dia da Mulher, que horror porque é que havemos de ter um dia especial se somos iguais a eles ... mas derretemo-nos todas quando nos oferecem uma flor ou nos abrem a porta do carro e, se eles não fazem isso, entre outras coisas, não são cavalheiros.
Eu não gosto da Páscoa ... mas compram-se uns ovos de chocolates e umas amêndoas para se oferecer aos afilhados e almoça-se em família no Domingo de Páscoa. Eu não gosto de fazer anos ... mas ficamos tristes se não somos lembrados nesse dia.
Eu gosto do Dia da Criança, porque é bem gostar-se das criancinhas. Eu gosto do Dia da Árvore, porque é bem ser-se ecologista.
Eu gosto do dia da Poesia, porque é bem mostrar que se é culto.
Ainda ninguém se lembrou de dizer Eu não gosto do Dia da Mãe, do Dia do Pai e, agora, do Dia dos Avós (que mais não são do que pai ou mãe, enfim), porque seria um sacrilégio.