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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O CRISTIANO RONALDO A CANTAR É UMA COTONETE COM UM PINGO DOCE PARA O MEU TORTURADO OUVIDO

Aqui há dias passou esta reportagem mostrando Cristiano Ronaldo a cantar.
Foi um bruááá´! Cristiano Ronaldo não sabe cantar, yo!
Mentira! Cristiano Ronaldo sabe cantar, yes!
Na música existem técnicos de som que estão para ela como o photoshop está para os fotógrafos.
Havendo photoshop não há mau fotógrafos.

Havendo singershop não há maus cantores.
Tout court!
A tecnologia de som esteve a trabalhar para que, ao vermos o resultado final no anúncio do BES que saiu esta semana na TV o "Amore mio" de Cristiano Ronaldo tivesse sido música para os meus ouvidos.



Em contrapartida existe uma outra publicidade em que uma senhora grita que até  os ouvidos me doem. Afinada? Claro que sim. Mas não cantou, berrou. E o anúncio anda aí em todas as bocas, incluindo na dos berradores espanhóis (não me apeteceu pôr aqui mais vídeos), porque os ouvidos doem, doem e doem dado que  o anúncio é duracell.
E porquê?????? Porquê????? Perguntar-me-ão vocês (ou não).
De qualquer maneira, depois de muito reflectir, analisar, pensar, puxar pela cabeça, arrancar os cabelos cheguei a esta brilhante conclusão (claro), que partilho com vocês: é que os técnicos de som estavam ocupados com Cristiano Ronaldo!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PIB* (Porra Isto Bale)

Já vos tinha dito que trabalho na rua de Lisboa que, estou convicta, congrega 50% -se não mais- do PIB luso?
Não??????!!!!!!
Creiam em mim!
Pronto, seus incrédulos, dou-vos uma piquena amostra:
Ainda sobram 2 lugares, um à esquerda e outro à direita do Poderoso; ao contrário da Bíblia os ladrões ainda vêm a caminho.
Nesta rua está a empresa mais lucrativa de Portugal com o seu Templo Maior.
Isto é tudo boa gente, afianço-vos. Não foram eles que taparam as matrículas; fui eu ... mea culpa, mea culpa.
Pelo menos na minha rua não há portas como esta (porta do Banco de Portugal para quem já não consegue ler)!

Se, depois de escrever este post, não ouvirem falar mais de mim, por favor, batam às portas, procurem-me e levem-me gelados de chocolate belga da Häagen Dazs.

Eu dir-vos-ei: Porra Isso Baleu!

*Curiosidade: No Lello de 1979, por onde se rege tudo o que é escrito nesta minha empresa, especialmente o meu Boss que ainda diz "Tantos e tantos de mil novecentos e tanto", não existe nenhuma palavra começada por PIB. Porra Inda Bem!!!! Portanto, isto é um não-post.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

GILEMAS E RECORRÊNCIAS

Não sei se acabe com o blogue [onde qualquer dia até já barbas tenho] e me vire para o Facebook [onde continuo imberbe] ou se continue com o blogue [que hoje já começo a questionar] e largue o Facebook [antes que comece a sentir o mesmo que já sinto no blogue]. De qualquer maneira e em materia de socialização [comigo e em relação a mim] o resultado é quase idêntico. Praticamente nulo. O Facebook ainda me faz uma grande confusão. Uma vez que só adicionamos quem queremos e quem nos quer adicionar, ao termos o Facebook ligado estamos a cuscar e a ser cuscados em tempo real como se estivéssemos num peep show, numa montra de algum red light district. No Facebook tenho 96 amigos quando amigos na vida real são cerca de meia dúzia e não tem tendência a aumentar. Familiares realmente meus amigos não ultrapassam a dúzia. Conhecidos na vida real tenho bem mais de 96 e alguns fazem parte dos 96 amigos que tenho no Facebook.
No blogue as amizades que fiz não chegam aos dedos de uma mão. E é claro que as conheci pessoalmente. Senão nunca passariam do patamar de comentadores e, ao conhecê-los, de conhecidos que me comentam.
Houve uma dessas pessoas que conheci pessoalmente a quem considerei amiga. Mas, pelos vistos, não era recíproco. E eu desiludi-me imenso, uma vez que nunca me tinha enganado com pessoas que conheci na vida real.
A partir do momento que me desiludi nunca mais consegui interagir com as pessoas nos blogues com a mesma abertura com que as pessoas na vida real me conhecem.
As premissas com que conhecemos as pessoas em blogues estão invertidas em relação às da vida real. Quem nos comenta [e não estou a falar de anónimos que esses não existem na nossa vida real] é porque gosta do que escrevemos; na vida real há pessoas que sabem que tenho um blogue, até me acham piada, mas vir ao blogue nikles e outros só cá vêm de vez em quando ... nem me comentam. Mas gostam de mim.
Nos blogues ficam cheios de pena com as nossas dores, irritam-se com as irritações que nos são inflingidas, etc., etc... dão (quase) a vida por causas que não são próprias Há pessoas que, na vida real, bem junto a elas têm dores parecidas com as minhas e irritações iguais, causas ... nem lhes ligam ou então são elas próprias a provocar essas dores e essas irritações e não darem para esse peditório. Nos blogues somos todos uns santos, sem defeitos, sem pecados. Os blogues são verdadeiros peacemakers. Na vida real andamos a pacemakers e em guerra constante nem que seja com a vida.
Não sei se bata com a porta, se feche as janelas, se quê. As férias aí virão proximamente e logo verei!
E nem sei porque me pus a escrever estas coisas porque, inicialmente, este post com o título que vão ler era só para (con)ter o que está escrito a negrito.
O título mais indicado deveria ser "Ao correr das teclas", mas não me apetece ir lá acima emendar.
(En)fim ... [demorei quase uma hora nisto, pois são quase 16H!]

segunda-feira, 22 de junho de 2009

ESTAVA TÃO ENTRETIDA A OLHAR AS CARAS QUE RESOLVI OLHAR O PERFIL DESTE BLOGUE...

... tendo chegado às brilhantes conclusões que aqui perfilo:
  • A minha foto no perfil está de frente e não de perfil.
  • O meu perfil completo é assaz incompleto.

terça-feira, 9 de junho de 2009

POR MAIS QUE NÃO QUEIRA SEI QUE ESTOU VELHA QUANDO ...

... numa recolha de sangue para se ser dador de medula óssea com vista a encontrar um dador compatível para uma menina -que tinha lugar num centro comercial da zona onde vivo- ao me serem dados os papéis para preencher antes de dar sangue estava lá escrito preto no branco que só se pode dar sangue até aos 45 anos.
E eu fiquei a pensar que é bem provável que o meu sangue seja muito mais são do que o de muitos dadores que deram sangue e que têm essa idade ou inferior.
Pura e simplesmente descartaram a oferta porque um papel dizia tal ... preto no branco.
Geneticamente a partir dos 45 anos e 367 dias deve-se ser muito diferente e completamente imcompatível.

ABANCAMENTO

Horta Osório foi nomeado administrador não executivo do Banco de Inglaterra.
Aposto que aufere com este cargo gullivermente menos que o Governador do Banco de Portugal e executa muito mais.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

O EQUIPAMENTO OFICIAL DE VERÃO DOS BETINHOS...

... de Paulo Portas, a Nuno Melo, de Eduardo Bettencourt a Vital Moreira passando pelo meu boss todos eles, chegado ao Verão, vestem:
Calças bejes, camisa azul e um blazer azul escuro com 3 ou quatro botões dourados nas mangas.
Como aposto que ainda não tinham dado por isso mostro-vos aqui algumas imagens, só para não me chamarem mentirosa.

Também já vi o Sr. Jerónimo Barreirinhas Cunhal com vestimenta igual; têm dúvidas que ele é betinho?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

MANOLO BLAHNIK, CHRISTIAN LOUBOUTIN, WTF, É SEXTA-FEIRA E EU PREFIRO UNS TÉNIS CONFORTÁVEIS

Christian Louboutin
Tenho reparado nos blogues femininos que leio em que as bloggers têm idade inferior a 40 que, de há uns tempos para cá, deixaram de falar em calçado Manolo Blahnik ( que eu, grande parola, nem sabia quem era) e passaram, assim como quem teve um calo, um joanete com o dito, a falar de calçado Christian Louboutin.
Isto é só porque sim ou a Sarah Jessica Parker largou os ditos Parolo e anda a praticar Lobotomia?
Como sou gaja quase para 50 anos (não parece mas sou) e com dois filhos em idade de namoro e para cima de 1,90m passei a interessar-me por este tipo de calçado que as minhas futuras noras poderão vir a pôr nos seus cinderélicos pés a fim de estarem à altura dos mancebos.
Lembro-me de que quando era nova, ser das mais altas na altura, (meço um 1,69, nem sequer ao 1,70m chego) e já achar que me destacava de mais pelo que nem pensar em usar uns meros saltos de cunha, quanto mais uns sapatos com um prego a servir de salto.
Nem sei andar com eles.
Há outras que também não sabem mas insistem em enfiar os ditos na calçada portuguesa; aliás há aí uns calçadas cujos desenhos ficaram exponencialmente maisvalorizados com as capas finíssimas de saltos que eu antes do alto da minha infinita parolice pensava que eram pedrinhas de basalto.
Reconheço que os saltos são elegantes ( o que muitas vezes não se pode dizer do que está em periclitante equilíbrio sobre ele [e continuo a falar apenas de sapatos]).
Reconheço que fazem mais pela dureza dos glúteos e pelo rabo alçado que qualquer creme ou gel.
Reconheço que as pernas ficam bem mais delineadas.
Mas, ó senhores, depois que elas se descalçam o corpo cai desamparado. Ele é celulite, ele é refegos, ele é bicos de papagaio, ele é calos, joanetes e varizes que mais parecem uma mapa hidrográfico e em relevo deste país.
Eu sempre andei de sapatos rasos ou com muito pouco salto ( no meu tempo a marca mais badalada que havia era Charles Jourdan e tinha sapatos rasos ou de pouco salto) e, actualmente, ando praticamente sempre de ténis ( no meu tempo a marca mais ténica que havia era os Sanjo e ... brancos).
Tenho quase 50 anos, mas não tenho calos, nem joanetes, nem bicos de papagaio, praticamente nenhuma celulite e continuo cá para as curvas.
Quanto aos homens, há lá coisa mais linda que os vermos inclinarem-se em direcção a nós? Há? Há?

GI EM A ÇEDILHA

Protagonistas: Gi e Limpador de Vidros
Cenário: Office

Acção.

Limpador de vidros traz um papel com quatro singelos rectângulos encabeçando os seguintes adjectivos: SOFRÍVEL REGULAR BOM MUITO BOM, devendo eu assinalar qual o que mais se adequa à lavagem de vidros feita.

Hoje era um senhor diferente.

Na Ordem de Serviço de Lavagem de Vidros perfilava-se altaneiro o seguinte nome próprio:
Françisco
secundado por um apelido.
Quando o confrontei com o erro retorquiu:
- Então quer ver que sabe mais do que eu! Sempre escrevi o meu nome assim.
- Posso ver o seu BI?
- Claro que pode.
No BI mostrei-lhe como o seu nome deveria ser escrito por ele.
Por outro lado constatei (e nada disse) que estava assinado Françisco....
É assim que deverá colocar a sua assinatura em documentos oficiais, çerto?

Há çoisas estranhas e fantástiças neste País!!!!!!!

PORQUE É QUE EU ACHO QUE A LOJA CHINESA DEVERIA CONCORRER AO PARLAMENTO EUROPEU

  • A roupa tem tamanho 8
  • A roupa tem tamanho 2
  • A roupa tem etiqueta S
  • A roupa tem etiqueta XL

mas são todas do mesmo tamanho e servem a todos.

  • A roupa vem da China mas diz "Made in Italy".
  • Os Chineses vendem roupa italiana, mas os italianos não vendem roupa chinesa que Berlusconi não quer.
  • A roupa vem da China, diz "Made in Italy", e tem mais etiquetas em inglês
  • A roupa tem todas as cores, todos os feitios, agrada à tia, à tiazoca, à sopeira, à comum das mortais, e até aos homens que, entretanto, compram porcas, parafusos, plainas e ipods.

Por tudo isto e mais um par de botas (que também lá vendem) e porque as estatísticas tanto podem ser vistas de um lado ... como de um lado, as Lojas Chinesas ao Parlamento Europeu já e nem precisam de campanhas, nem de promoções, nem de saldos.

Não há crise que resista às Lojas Chinesas.

terça-feira, 2 de junho de 2009

ADA(o)PTAÇÕES

Antigamente quando uma pessoa se casava, comprava um frigorífico, uma máquina de lavar ou um fogão e duravam a vida inteira. Agora, ao fim de três, quatro anos, cinco anos, vá lá seis anos no máximo, é preciso comprar tudo de novo!
Parece que vêm adaptados à época já que, grosso modo, duram o mesmo que um casal.
Por cá, talvez porque já existam divórcios na hora e os juízes tenham pouco que fazer, as crianças também passaram a ter um prazo de validade.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A INEXPLICÁVEL DUREZA DE SE SER 18

Mãe perguntei ao Rodrigo o que tinha sentido ao ter agora 18 anos. Ele disse-me que era igual a ter 17 anos. Eu disse-lhe que também tinha sentido o mesmo.

E isto deu-me que pensar.
Deu-me para pensar o que eu ansiei por ter 18 anos!
E os meus pais nunca foram pais castradores; e os meus pais sempre foram pais dialogantes; e os meus pais sempre deixaram que nós pensássemos pela nossa cabeça.
Aliás, teve que ser assim; vivemos largos períodos de tempo sem um ou, mesmo, sem os dois pais.
Apesar de toda essa liberdade de que gozei, ela não me tirou o encantamento de ser maior de idade, de ter 18 anos!

Finalmente, podia ir ao "2001" sem ter que ter medo de o porteiro não me deixar entrar.
Finalmente podia votar.
Finalmente era um adulto e ser adulto abria-me um mundo de possibilidades.
Fiz uma grande festa; a minha mãe fez um enorme bolo, um bolo em forma de CHAVE.
Filha usa bem esta chave que te abre a porta da idade adulta.
Fiz uma grande festa, interdita a maiores de 18.

Nunca pude, no entanto, matricular-me e renovar a matrícula no ISLA, porque tinha menos de 21 anos e acabei o curso antes de fazer esta provecta idade.
Não pude entrar na sala de jogos do casino, porque não tinha 21 anos.

Era adulta ... mas pouco e continuava a haver tantos objectivos a cumprir, tantos obstáculos a transpôr.

Agora, chego à conclusão que os nossos filhos já nascem com 18 anos e que isso é tão triste e eles um dia vão perceber.

Eu continuo a emocionar-me, como se tivesse 18, porque os meus filhos fizeram 18 anos!

sexta-feira, 27 de março de 2009

GLOBAL NO METRO EM DESTAQUE - SARAMAGO REDONDINHO

Hoje vi dois senhores no metro.
Um era Francês ou, pelo menos, francófono.
O outro era Inglês ou, pelo menos, anglófono.
Dialogavam em inglês sobre um livro de um escritor português que um deles trazia na mão.
O escritor português era José Saramago.
O livro do escritor português era "A Viagem do Elefante".
O livro era em português.
O dono do livro tinha, igualmente, um Dicionário Larousse Francês-Português.
- Acho que é o último dele, dizia o que não era dono do livro.
- Não sei, dizia o dono do livro.
Abriu o livro, marcado por um cartão de uma empresa portuguesa mas escrito em inglês, e assinalou uma passagem para o outro ler.
- Não percebo nada do que escreve ... é tudo seguido, dizia o que não era dono do livro.
- Acho que as novas frases começam por letra maiúscula; não tenho a certeza, dizia o dono do livro.
Podia-lhes ter dito para lerem os Cadernos de Saramago; exactamente porque são cadernos, diários (ou quase), com sinais de pontuação e até erros de escrita, como o comum dos mortais, e não livros, de um escritor completamente endeusado, escrevendo de uma maneira agramatical e ensinado nas escolas, sem que os alunos possam utilizar, na prática, o seu método de escrita, porque correm o risco de lhes riscarem o trabalho de alto a baixo e levarem um redondinho zero por não saberem escrever ... mas não disse, ainda me consideravam uma portuguesa que daria um case study, vocês sabem como os estrangeiros fazem imensos estudos sobre tudo, além disso EU tinha chegado ao destino.

segunda-feira, 23 de março de 2009

OEIRAS MARCA O RITMO

Sábado passado Mr. Darcy e eu fizemos um passeio de 10 quilómetros, desde a nossa casa, junto ao Oeiras Parque, até à Praia da Torre e volta, para vermos a 2ª fase do Passeio Marítimo de Oeiras (cliquem, se quiserem, para visualizarem o que aqui escrevo).
Se Portugal fosse um país em que os políticos fossem todos umas pessoas honestas eu até dizia que o Presidente da Câmara de Oeiras era a minha pedra no sapato.
Mas, não. Eu adooooooooooooro-o; não trocava Oeiras e a qualidade de vida que usufruo por mais nenhum sítio em Portugal.
O Sr. pode ser corrupto, pode ter dinheiro na Suíça, pode ter recebido este mundo e até pode ter recebido o outro; uma coisa é certa, inegável, irrefutável, fez, faz e se não o levarem preso, continuará a fazer muito por Oeiras.
É por isso que as únicas eleições para que voto, para além dos referendos, são as eleições autárquicas, porque são as que me dizem directamente respeito.
Voto e votarei sempre em Isaltino de Morais e nisto Mr. Darcy não está comigo, mas ele, também, é uma pessoa bem mais recta do que eu que, apesar de direitinha, ainda tenho algumas curvas, bastente femininas.
Político completamente limpinho que venha e atire a 1ª pedra que o Sr. Dr. Isaltino de Morais que não perde nada, aproveita tudo e tudo transforma ainda a aproveita para alguma inauguração.
Bem, adiante, que já me estou a afastar do que a este post me trouxe.
Para me distrair e, enquanto não chegávamos ao passeio marítimo, lembrando-me deste post que escrevi, andei à coca das matrículas para ver se vislumbrava uma de 2009;
Junto à Praia da Torre encontrei um carro com matrícula 12/2008,sendo as letras HA; a partir daí encurtei o meu campo de visão e, finalmente, já de volta a casa, junto ao Parque dos Poetas .... tcharam....

Oeiras marca o ritmo, de facto!

Edit: 16:21 : -Alguém chegou a este post pela pesquisa: "Isaltino inaugura passeio porco".

segunda-feira, 16 de março de 2009

UM RAFEIRO PERFUMADO

Ontem, finalmente, fui ver o filme com mais óscares referentes a 2008.
Tive que esperar, porque eu tenho um cinema de bairro e, portanto, aguardo pacientemente que os filmes se apresentem por lá.
Há muito tempo que não estava tão excitada e expectante por ver um filme.
Ontem foi esse dia.
Confesso-vos que, no princípio chorei, devo ter sofrido logo um anti-clímax; chorei de comoção, por ver retratada uma realidade que me habituei a presenciar. Depois não mais voltei a chorar.
Apesar da ideia que presidiu ao filme -ainda não li o livro- ser interessante e original, consegui, a partir de certa altura, ver que a realidade não é um filme; e que o facto de no jogo da roleta que é a vida a resposta vencedora ser sempre a D de DESTINO, porque a nossa vida está escrita desde que nascemos, é muito, muito lata.
Sou daquelas que acredita que nascemos com códigos de alma que podem ser reescritos por nós ou por outros; que se esses códigos nunca forem mudados levamos uma determinada vida do princípio até ao fim, se abrirmos todos os nossos códigos e os utilizarmos nunca poderemos dizer que "ESTAVA ESCRITO".
Por tudo isso, achei este filme, um filme sobre um rafeiro muito perfumado, porque acreditem, se o cinema tivesse cheiro, os espectadores ocidentais, quais turistas acidentais, teriam posto um dedo no nariz e até fechado os olhos, como, aliás, fazem quando vão à Índia.
Quanto às crianças protagonistas do filme, mereciam óscares.
Na Índia sempre me fascinou os olhos das crianças, em todas elas conseguimos sentir o MUNDO, independentemente da realidade em que vivem;
Eu também tive uns olhos assim. Depois vamos crescendo, tornamo-nos adultos, e esses olhos perdem-se e tornam-se iguais a todos os outros olhos, sem Mundo.
A banda sonora, essa sim, merecia um filme.

segunda-feira, 2 de março de 2009

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO

Quando andava no Liceu aprendi que um país era tanto mais avançado quanto maior fosse a taxa de implantação e penetração do seu sector terciário na geração de riqueza para o País.
Por oposição quanto maior fosse a primazia do sector primário, o da agricultura, mais sub-desenvolvido o país era.
Todo o Mundo tentava fosse a que expensas fosse ser um País do 1º Mundo.
Por cá a agricultura passou a ser olhada de lado, passou a ser desdenhada e abandonada e as pessoas rumaram a uma vida no sector dos serviços, a um admirável Mundo Novo.
Algumas terras foram expropriadas, outras vendidas, para a criação de empresas, de estradas, de auto-estradas, de condomínios e prédios para as pessoas que chegavam deslocalizadas e deslocadas para o sector terciário, mais ruas, centros comerciais.
Um dia acordámos e verificámos que toda a riqueza deste admirável Mundo era fictícia, virtual; os ricos afinal não eram assim tão ricos, muito bluff se gerou, o dinheiro real afinal era uma miragem.
Alguns pensam regressar à terra, ou ao torrão dos seus antepassados, e cultivá-la, (re)criar riqueza, mas já não é possível, no lugar dos nabos, batatas e cebolas existem grandes selvas ... mas de pedra.