Não sei se acabe com o blogue [onde qualquer dia até já barbas tenho] e me vire para o Facebook [onde continuo imberbe] ou se continue com o blogue [que hoje já começo a questionar] e largue o Facebook [antes que comece a sentir o mesmo que já sinto no blogue]. De qualquer maneira e em materia de socialização [comigo e em relação a mim] o resultado é quase idêntico. Praticamente nulo. O Facebook ainda me faz uma grande confusão. Uma vez que só adicionamos quem queremos e quem nos quer adicionar, ao termos o Facebook ligado estamos a cuscar e a ser cuscados em tempo real como se estivéssemos num peep show, numa montra de algum red light district. No Facebook tenho 96 amigos quando amigos na vida real são cerca de meia dúzia e não tem tendência a aumentar. Familiares realmente meus amigos não ultrapassam a dúzia. Conhecidos na vida real tenho bem mais de 96 e alguns fazem parte dos 96 amigos que tenho no Facebook.
No blogue as amizades que fiz não chegam aos dedos de uma mão. E é claro que as conheci pessoalmente. Senão nunca passariam do patamar de comentadores e, ao conhecê-los, de conhecidos que me comentam.
Houve uma dessas pessoas que conheci pessoalmente a quem considerei amiga. Mas, pelos vistos, não era recíproco. E eu desiludi-me imenso, uma vez que nunca me tinha enganado com pessoas que conheci na vida real.
A partir do momento que me desiludi nunca mais consegui interagir com as pessoas nos blogues com a mesma abertura com que as pessoas na vida real me conhecem.
As premissas com que conhecemos as pessoas em blogues estão invertidas em relação às da vida real. Quem nos comenta [e não estou a falar de anónimos que esses não existem na nossa vida real] é porque gosta do que escrevemos; na vida real há pessoas que sabem que tenho um blogue, até me acham piada, mas vir ao blogue nikles e outros só cá vêm de vez em quando ... nem me comentam. Mas gostam de mim.
Nos blogues ficam cheios de pena com as nossas dores, irritam-se com as irritações que nos são inflingidas, etc., etc... dão (quase) a vida por causas que não são próprias Há pessoas que, na vida real, bem junto a elas têm dores parecidas com as minhas e irritações iguais, causas ... nem lhes ligam ou então são elas próprias a provocar essas dores e essas irritações e não darem para esse peditório. Nos blogues somos todos uns santos, sem defeitos, sem pecados. Os blogues são verdadeiros peacemakers. Na vida real andamos a pacemakers e em guerra constante nem que seja com a vida.
Não sei se bata com a porta, se feche as janelas, se quê. As férias aí virão proximamente e logo verei!
E nem sei porque me pus a escrever estas coisas porque, inicialmente, este post com o título que vão ler era só para (con)ter o que está escrito a negrito.
O título mais indicado deveria ser "Ao correr das teclas", mas não me apetece ir lá acima emendar.
(En)fim ... [demorei quase uma hora nisto, pois são quase 16H!]

