Este exercício de lavagem de mãos provoca-me imensas dúvidas, é que eu utilizo uma parte do meu corpo chamado cérebro, sabem? Pois! E então é ver-me sem saber se hei-de esfregar as mãos no sentido horário ou contra-horário, o meu relógio não tem ponteiro de segundos pelo que não sei se já atingi mais ou menos 15 segundos ou não, lavar debaixo das unhas também se torna uma tarefa para lá de Bagdad ... enfim, acabo o exercício, completamente afogueada, toda molhada e já não sei se é da água, se de transpiração, se a gripe H1N1 me atingiu fulminantemente.
É, no entanto, chegada ao ponto 5 do dito diagrama, que a porca ou o porco se torce todo. Ando com uma dor de cotovelo que não vos digo nada, é que há torneiras que nem com toques de prestigiditação cotovelar lá vão e a dor é inaudita.
Além disso, esta coisa da gripe H1N1 só se pega manualmente? Não temos que lavar os cotovelos e o antebraço? A partir dos pulsos para cima a gripe não se transmite?
Devemos abrir as portas com o cotovelo quando entramos nas casas de banho e devemos fechá-las igualmente com ele ou com as mãos depois de as termos lavado?
Se estivermos infectados com a gripe, ela não fica nos manípulos das portas, das torneiras, nos varões dos transportes públicos se os tocarmos com o antebraço ou cotovelo? Se fica, depois de lavarmos tão bem as mãos ao tocarmos no manípulo da porta da casa de banho (que conspurcámos ao entrar) já não contraímos a gripe ou devemos voltar atrás e recomeçar tudo de novo?
Pelo sim, pelo não, vou propôr no ginásio, com copyrights garantidos, um exercício especial para os cotovelos (com massagem dos ditos sem ser com as mãos), não vá dar-lhes uma dor tão grande que passem a ter ciúmes das mãos.
E essa dor do cotovelo é bem mais pandémica que a H1N1, histeria e nescidade excluída, claro!