quinta-feira, 17 de setembro de 2009

HISTERIA 1 NESCIDADE 1 OU A DOR DE COTOVELO

Eu, que nunca nesta quarentena de vida tinha lavado as mãos, resolvi -desde que o estado febril se instalou por aí e cartazes se puseram a tossir em diagrama perante os meus olhos sobre o exercício de lavar as mãos- como adepta do exercício físico que envolva todas as partes do meu corpo, unhas e dentes incluídos, passar a executá-lo religiosamente.
Este exercício de lavagem de mãos provoca-me imensas dúvidas, é que eu utilizo uma parte do meu corpo chamado cérebro, sabem? Pois! E então é ver-me sem saber se hei-de esfregar as mãos no sentido horário ou contra-horário, o meu relógio não tem ponteiro de segundos pelo que não sei se já atingi mais ou menos 15 segundos ou não, lavar debaixo das unhas também se torna uma tarefa para lá de Bagdad ... enfim, acabo o exercício, completamente afogueada, toda molhada e já não sei se é da água, se de transpiração, se a gripe H1N1 me atingiu fulminantemente.
É, no entanto, chegada ao ponto 5 do dito diagrama, que a porca ou o porco se torce todo. Ando com uma dor de cotovelo que não vos digo nada, é que há torneiras que nem com toques de prestigiditação cotovelar lá vão e a dor é inaudita.
Além disso, esta coisa da gripe H1N1 só se pega manualmente? Não temos que lavar os cotovelos e o antebraço? A partir dos pulsos para cima a gripe não se transmite?
Devemos abrir as portas com o cotovelo quando entramos nas casas de banho e devemos fechá-las igualmente com ele ou com as mãos depois de as termos lavado?
Se estivermos infectados com a gripe, ela não fica nos manípulos das portas, das torneiras, nos varões dos transportes públicos se os tocarmos com o antebraço ou cotovelo? Se fica, depois de lavarmos tão bem as mãos ao tocarmos no manípulo da porta da casa de banho (que conspurcámos ao entrar) já não contraímos a gripe ou devemos voltar atrás e recomeçar tudo de novo?
Pelo sim, pelo não, vou propôr no ginásio, com copyrights garantidos, um exercício especial para os cotovelos (com massagem dos ditos sem ser com as mãos), não vá dar-lhes uma dor tão grande que passem a ter ciúmes das mãos.
E essa dor do cotovelo é bem mais pandémica que a H1N1, histeria e nescidade excluída, claro!

8 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Quando cheguei à Suécia, em 1979recebi uma recomendação:
"Lave sempre as mãos antes de comer, antes e depois de mexer no telex ( sim, naquele tempo enviavam-se os textos por telex!)e limpe o teclado da máquina de escrever com álcool".
Aqueles suecos eram uns visionários, já sabiam que 30 anos depoiis viria a Gripe dos porcos. Não sabiam é que se ia chamar H1N1.

Gi disse...

Também já lavo as mãos antes de comer desde que a minha mãe me ensinou a fazer isso por mim ... lá para os idos dos anos 60 do século passado; também, periodicamente, esfrego todos os teclados (também sou do tempo do telex)com álcool. Já passei por algumas gripes e ainda cá estou; pelos vistos esta dos porcos é mesmo exclusiva daqueles que não lavam as mãos. ;)
Conheço a ginástica sueca, será que a podemos aplicar aos cotovelos?

Patti disse...

Ahahahahahahahah, experimenta lá enfiar um cotovelo na boca!

Gi disse...

Patti: Estou quase lá! Já chego com a boca ao antebraço e agora quero beijar o meu dorido cotovelo ... mas ainda não consigo. :D

Rita disse...

O pior é se tens que espetar uma cotovelada na boca de alguém...
Jokas

paulofski disse...

Xiça que tanto falas pelo cotovelos

:)

Girstie disse...

Que há que ter cuidado, há. Falo todos os dias aos clientes que devem fazer um accionamento não manual e lavar correctamente as mãos para o dia-a-dia de trabalho.

Mas é verdade que se num estabelecimento resulta, no nosso dia-a-dia de ir aqui e ali é mais dificil. Teriam de pôr as portas automáticas e as torneiras de sensor ou pedal. Não podáimos andar com os carrinhos das compras, etc etc etc etc....

Temos de andar às cotoveladas para fazer isto tudo então!!

PAS[Ç]SOS disse...

E nos restaurantes? Pegamos nos talheres com os cotovelos? E no metro agarramos as argolas com os cotovelos? e... à pandemia não se lhe consegue dar com os cotovelos?