Hoje a Barbie faz 50 anos. Se tivesse envelhecido com a idade (e como o Port Wine) seria assim :
Ou, quase de certeza, envelheceria ao estilo "american way" e seria assim:
Eu, nunca tive uma Barbie, tive imensas bonecas, uma até ao estilo Barbie, que se chamava Suzy e era brasileira, e muitos chorões, os bonecos de que mais gostava. Deve ter sido por isso que sempre quis ser mãe; agora que sou mãe não virei chorona nem, pensando bem, tive filhos chorões.Bem, já me estou a desviar do motivo que aqui me trouxe e que todos sabem menos os que têm blogues e escrevem posts e vão à net pesquisar tudo menos:
a História da Barbie.
Ora como ia dizendo, para os preguiçosos que não estão para andar pr aí a plagiar tudo o que é sites, revistas e quejandos como eu, aqui vai a história de Barbara Millicent Robert nascida a 9 de Março de 1959, em Willow, no Wisconsin, ainda a tempo de assistir ao casamento dos meus pais.
Ora bem aqui a nossa Barbixa era menina para 29 cm de altura, um porta-chaves rodas baixas para o actuais parâmetros, quase toda ela composta por pernas longas e seios para parecer natural (aos olhos das americanas, claro).
Foi criada, para não dizer plagiada, pela Senhora D. Ruth Handlers ( os portugueses põe s, os brasileiros tiram o s and I can't handle it), esposa do Sr. Elliot (que, por onde plagiei, perdão pesquisei, é apenas referido como tal, apesar de ser SÓ o co-fundador da MATTEL, o maior fabricante de brinquedos na América).
Como ia dizendo a Sô Dona Ruth fartinha de ver a sua filha Bárbara (Barbie pró papá, prá mamã e pró maninho) ao cartão e a olhar para o boneco, rodando a boneca, porque, coitadinha, já não tinha paciência para os bébés chorões e o que queria, pensou a espertalhona mamã, era uma boneca que a faria sonhar com o que gostaria de ser quando fosse grande, como se não bastasse pôr os olhos na Ava Gardner ou na Rita Hayworth, vai daí e depois de uma viagem que o casal Mattel fez à Suíça, onde já andava aos cucos uma adolescente curvilínea de borracha, a Bild Lilli, quase que aposto que uma precurssora das bonecas insufláveis, sugeriu à cara-metade fazerem uma parecida (os plagiadores).
Na Feira Anual do Brinquedo de Nova Iorque, em 1959, apresentaram então a Barbie com um fato de banho "Zebra" (depois podem ver os bonequinhos aqui em baixo), mas os retalhistas acharam Miss Barbie uma grande pouca-vergonha; de qualquer maneira e como o pecado mora mesmo ao lado de tudo, 340.000 boneconas (bonecas boazonas, só para esclarecer) foram vendidas logo no 1º ano por 3 dólares e agora valem 21.000 euros, o que, em tempos de crise, não dá nem sequer para a pôr a render. Nunca mais parou esta americana de se vestir e de se despir por miúd@s e graúd@s, mesmo assim, em 1961, houve um boneco que lhe pegou: o seu namorado Ken que, claro está, recebeu o original nome, do filho dos papás Mattel; imagino que o rapaz deve ter tido uma crise de adolescente e ameaçou sair de casa se não fizessem um boneco com o seu nome!

estas duas imagens foram "sacaneadas" da revista Sábado.
Esta boneca, ao contrário de muitos bonecos de carne e osso que andam por aí, é uma workaholic, é verdade; imaginem bem que a piquena teve 108 profissões (de astronauta a candidata à presidência dos EUA ... sempre na lua, portanto), 50 animais de estimação (desde o vison ao arminho, passando pela raposa) e, imaginem, 50 nacionalidades (devia ser para fugir aos impostos, só pode); quando estava farta destas suas facetas ainda arranjava tempo para reencarnar, ou para ter heterónimos, sei lá, (umas vezes era Marylin Monroe, outras vezes era Cher, até se bronzeou para ser a Diana Ross), ainda protagonizou 14 filmes e, mesmo assim, teve tempo de, ao fim de 43 anos, dar com os pés no Ken, provavelmente para fazer como a Madonna ou a Suzana Vieira e arranjar um piqueno com metade da sua idade.
Sempre em cima do acontecimento, fez três operações plásticas, para deixar de ser sisuda (tinha os dentes podres) tendo ganho um sorriso aberto com uma dentadura branca e perfeita, uns olhos azuis mais confiantes (ou provocantes, que eu não sou de intrigas) e uma cintura maleável; foram usados oitenta milhões de tecido para a vestir (e ainda dizem que a indústria têxtil está em crise) e, como a Imelda Marcos, já teve milhões de pares de calçado.
Ainda não lhe deram um Magalhães, talvez Sócrates lhe ofereça um hoje, mas já socializa no Facebook e no MySpace.
Vá, dêem os parabéns à Barbie.
C'mon, Barbie, let's go party.
Por cá também houve uns progenitores que fizeram uma Barbie de carne e osso, a Barbie Millenium; muitos homens gostariam de a ter na sua colecção e um até saltava à vara com ela.