(última foto tirada com o meu pai)Querido Pai,
Este ano vou comemorar o meu 1º Dia do Pai sem ti presente.
Perdoa-me as lágrimas, mas tu sempre as conheceste, não é?
Fecho os olhos e abraço-te.
Abro os olhos e escrevo.
Imagino-me à conversa contigo;
Imagino-me de volta à infância:
Quando tinha aquelas dores de crescimento, durante a noite, que não me deixavam dormir e andar e tu, lá vinhas, estremunhado, sempre a sorrir, fazer-me massagens nos pés e nas pernas, até eu adormecer.
Quando tinha ainda aquele péssimo hábito de dormir sobre a minha mão direita e acordava a gritar e a dizer "a minha mão está grande" e tu dizias-me, pacientemente, que tinha a mão dormente.
Imagino as histórias que contavas, os beijinhos e abraços, as longas cartas que me escrevias, quando estivemos separados tanto tempo por causa da guerra.
Aquelas cartas eram tudo para mim.... sempre escreveste tão bem, Pai!
Será que continuas a escrever onde estás?
Agora, de certeza, que escreves nas nuvens, não é? Já por cá, andavas sempre lá nas nuvens ...
Espero que já tenhas encontrado o teu cantinho e estejas feliz, porque nunca mais me apareceste em sonhos, aflito, sem saberes onde estavas!
Portanto, tenho a certeza que encontraste aquilo em que acreditaste toda a tua vida ... o Paraíso.
Este ano será, talvez, o primeiro de muitos, espero, (os teus netos ainda não estão encaminhados na vida) sem ti;
A vida não parou, não é? Apenas abrandou tornando eterno o nosso abraço!
Já agora, Pai, aí onde estás há café e chá?
Aposto que, se não havia, passou a haver e és tu que os fazes ... magistralmente.
Que inveja!
Fica bem que, nós por cá, todos bem, também.
Os teus netos falam muito de ti e com saudade.
Beijinhos.
Filha
Espero que já tenhas encontrado o teu cantinho e estejas feliz, porque nunca mais me apareceste em sonhos, aflito, sem saberes onde estavas!
Portanto, tenho a certeza que encontraste aquilo em que acreditaste toda a tua vida ... o Paraíso.
Este ano será, talvez, o primeiro de muitos, espero, (os teus netos ainda não estão encaminhados na vida) sem ti;
A vida não parou, não é? Apenas abrandou tornando eterno o nosso abraço!
Já agora, Pai, aí onde estás há café e chá?
Aposto que, se não havia, passou a haver e és tu que os fazes ... magistralmente.
Que inveja!
Fica bem que, nós por cá, todos bem, também.
Os teus netos falam muito de ti e com saudade.
Beijinhos.
Filha




