Meninos, vamos ao Vira
Ai, que o Vira é coisa boa!
Eu já vi dançar o Vira,
Ai, às meninas em Lisboa.
O Vira, que vira
E torna a virar
As voltas do Vira
São boas de dar.
Meninos, vamos ao Vira
Ai, que este Vira merece uma taça!
Eu ontem vi dançar o Vira
Ai, gargalhando com os ares da sua graça.
O Vira, que vira
E torna a virar
As voltas do Vira
Até dão para enjoar.
Meninos vamos ao Vira
Ai, que o Vira é uma delícia!
Eu já vi dançar o Vira,
Ai a uma nossa Patrícia.
O Vira que vira
O Vira viremos
As voltas do Vira
Fomos nós que as demos.
Meninos vamos ao Vira
Ai, que este vira não vem no Mapa
Eu já vi dançar o Vira
Para estacionarmos lá pela Lapa.
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
SOPA DE LETRAS PORTUGUESAS#1
Não venhas tarde (estão sempre a tempo de carregarem no link)
Não vieste tarde?!!!
Disse-lhe eu de fininho
sem nunca fazer alarde
do que tinha escondidinho
Não vieste tarde?!!!
Podes crer que de hoje não passa
E antes que se fizesse mais tarde
Dei-lhe com o rolo da massa.
Tu sabes bem
que eu não sou de me ficar,
o que é uma qualidade também,
Por não te saberes controlar
estás neste momento ouvindo
uns galos no toutiço
Mas sabes? -digo-te rindo-
existe pior do que isso!
Não vieste tarde?!!!
Disse-lhe eu de fininho
sem nunca fazer alarde
do que tinha escondidinho
Não vieste tarde?!!!
Podes crer que de hoje não passa
E antes que se fizesse mais tarde
Dei-lhe com o rolo da massa.
Tu sabes bem
que eu não sou de me ficar,
o que é uma qualidade também,
Por não te saberes controlar
estás neste momento ouvindo
uns galos no toutiço
Mas sabes? -digo-te rindo-
existe pior do que isso!
Não vieste tarde?!!!
Digo-lhe apagando o lume
enquanto a comida arrefece
fecha os olhos num deslumbre
"É bacalhau com feijão frade"
Diz-me olhando a panela
"Isso é para quem virá mais tarde"
"Para ti é galo de cabidela!"
Com alegria
Vi que ficaste com medo
Que eu te dissesse "mais valia
que não tivesses vindo cedo".
Por ironia
Pois o último milho é dos pardais
No dia que chegaste cedo
Vieste tarde demais.
terça-feira, 12 de maio de 2009
FEIRAVIAS
E ontem lá fui, ou melhor, fomos. Ela e eu. Eu e ela.
Cheguei ao local da feira lado a lado com Carlos Vaz Marques. Ele de mochila. Eu também.
Cheguei ao local da feira lado a lado com Carlos Vaz Marques. Ele de mochila. Eu também.
Fotografias? Claro que há fotografias! Mas hoje não me apetece descarregá-las.
Ele foi ao encontro dos livros. Eu fiquei à espera do meu encontro.
O Marquês de Pombal, ou o Ramiro Leão, conforme o destaque no animal ou na besta, mantinha-se impávido e sereno de costas para a Feira, olhando as feias carantonhas dos cartazes eleitorais, os autocarros "hop on-hop off" com avermelhados turistas, ou olhando mais ao longe o Terreiro a Passo.
Virei-me para o local da feira. Lá longe uma gigantesca bandeira nacional colocava em perspectiva um acutileirante falo.
Não sei porquê apeteceu-me um calippo ... de morango.
Estava sol. Estava bom. E o Calippo apetecia.
Estreitei a vista. Da Patti nem rasto. O Carlos Vaz Marques lá ia com a mochila às costas e acrescentado já de alguns sacos nas laterais.
Volto a olhar para o Marquês, mas ele continuava de costas.
Virei-lhes as costas. Toca o telemóvel.
- Já cheguei. Estou aqui na zona da Leya. Tu sobes e eu desço. Encontramo-nos a meio.
(Pois sim, abelha. Ainda bem que subi e encontrei-a na praça da Leya.)
E lá andamos de Leya em Leya, primeiro.
- Ó minha senhora onde posso pagar estes livros?
- Eu se fosse a si levava mais um; na compra de 4 livros oferecemos o mais barato.
Eu comprei 4. A Patti comprou 8, ufanamente colocados, os dela, num cestinho de verga. Muito gosta a Patti de feiras, credo!
A Patti deixa o seu precioso e já pesado pecúlio livresco à guarda das Meninas-Leya.
E fomos feiranear mais um loooooongo pouco.
Eu comprei mais um livro. No total foram 5.
A Patti comprou 5 vezes mais. Poderia ter subido a tabuada.
- Olhe tem este livro? Não????? Que maldade!
E comemos farturas ou não fosse a Feira do Livro uma Feira que se preze. Só não havia carrinhos de choque. Andava-se à vontade. Não por entre as árvores. Entre as árvores encontravam-se os quiosques.
Fiquei a olhar e juro que vi, no lugar dela, a minha amiga Patti. Em fila uma quantidade de leitores aguardava, ansiosamente, a vez de ela autografar o seu livro "Ares da minha Graça".
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
LOBANTUNICES/LOBOGINIA
O SENHOR Lobo Antunes vinha à Biblioteca Municipal de Oeiras.
Peguei na minha tecnologia de ponta e dei a notícia à Patti.
Ela bem montada na ponta da tecnologia dela retorquiu i-m-e-d-i-a-t-a-m-e-n-t-e: 'Bora??
Eu: 'Bora!
(Tenho cá para mim que o Arquipélago das Insónias fica em Bora Bora)
E lá borámos no dia aprazado e bem antes da hora marcada para vermos o SENHOR;
Acompanhado de Carlos Vaz Marques O SENHOR chegou atrasado [grrrrr] deitou-nos a língua de fora [o malandro] sentou-se.
Carlos Vaz Marques faz a primeira pergunta.
ALA (leia-se sem acentos apesar de eu e a Patti o chamarmos O SENHOR) disse:
O Carlos tem uma voz linda, se fosse mulher não me escapava.
[Voz linda tem o SENHOR, se não tivesse uma linda voz cá em casa também o SENHOR não me escapava]
E a conversa correu fluída (da parte séria já falou a Patti, aqui neste post).
Falou das mulheres e dos seus gestos elegantes na cozinha e nos vários trabalhos domésticos os homens não têm graça nenhuma [pois sim SENHOR o que vale é que o SENHOR é giro e engraçado e que me caiu em graça].
Escreve na cozinha [havia de ter uma mulher lá em casa e não teríamos escritor].
A sua casa foi um antigo bar de alterne;
Não tem telemóvel, multibanco, computador.
(Olha maravilhado para quem percebe dessas coisas)
Tem um telefone fixo que raramente toca.
[Toca o telemóvel da senhora ao meu lado; atrapalhação, sussuros, incómodo de Vaz Marques, Lobo Antunes impávido. Ai Patti que não desliguei o meu, mas o meu também nunca toca...]
Escreve em blocos semelhantes aos blocos de receitas que o pai tinha.
(Falou com amor do pai e comovi-me)
Depois passa o que escreve para folhas A4.
Tinha um Nissan pequeno, mas um dia -já ganhando dinheiro sonante- depois de ter estado a pintar umas paredes e ainda sujo de tinta passou por um stand e viu um carro lindo topo de gama que adorou.
Entrou e o vendedor disse: "Este carro não é para si".
Vem de lá o responsável pelo stand que reconhecendo-o e capaz de engolir o sapo do vendedor, cheio de salamaleques diz: Faço-lhe um desconto "substancial" (parecia mesmo um Secretário de Estado) se se descair de vez em quando sobre o local onde comprou o carro.
Se houvesse 2 tinha trazido, mas trouxe aquele porque o vendedor lhe disse aquilo. Tem saudades do Nissan, este é enorme, com pouca brecagem, uma banheira, por certo.
[Toque de mensagem do meu telemóvel, eu sentada em cima do casaco onde o telemóvel estava, vai de ter que desligar aquela merda, não sem antes ter visto que era a inoportuna da Margarida Rebelo Pinto -que já me tinha ligado de manhã- a escrever-me às 23H00 sobre o Cancro da Mama ... Invejosa, já te tocavas, pá!]
Disse que muitas vezes utiliza frases ouvidas no quotidiano. Que os tradutores se vêem aflitos com expressões como "Alto lá com o charuto".
[Provavelmente, no próximo livro] esta expressão -que uma das filhas ouviu numa discussão-vai ser utilizada [só para irritar os tradutores]
Dou-te um murro que dás três voltas à cueca sem tocar no elástico.**
Findo o café [virtual] com letras, deu-se a palavra aos que escutavam.
[Não fosse a Patti estar comigo e fazer uma pergunta erudita, eu teria feito uma das minhas; não disse à Patti mas ela esteve perto de ter uma apoplexia]*
[Não vos tinha ainda dito que ele tem um sorriso traquina, um olhar maroto e é giro]
[Também não vos tinha dito que ele tem tiradas de humor em que continua a falar normalmente pelo que nem temos possibilidades de rir ou estaremos a rir de nós próprios]
Depois numa fila de prioridade duvidosa passou-se aos autógrafos.
[Ficou a pensar quais eram as letras com que escrevia o meu nome, por certo]
Repetiu o meu nome.
Autografou o MEU livro e disse-me:
Obrigada, minha Senhora.
Senhora, eu? Umpfff!
Já não se fazem Lobos como os de antigamente, daqueles que diziam quando entrevistado:
- Natália Correia diz que "a poesia come-se", o que é que tem a dizer sobre isto?
- É por isso que ela é tão gorda.
* Que escritor assim da minha idade e giro como o SENHOR nos aconselha? À excepção desse belo espécimen da Literatura Contemporânea Portuguesa - José Rodrigues dos Santos (not)
** Evitou-se de ouvir esta expressão dita pela voz melodiosa da minha tertuliante companheira.
*** ,,,,,,,,,,,,,,,,, ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; ::::::::: ............., para utilizarem onde vos der mais jeito, que a pontuação é para os leitores, não para os escritores. ;)
...........
Hoje, às 18h30, pareceremos bandos de pardais à solta as tordas, com o Tordo, porque nunca se sabe quando/quanto os autógrafos nos poderão valer em tempos de crise.
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sexta-feira, 12 de setembro de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
O ANÚNCIO DE ESPERANÇAS MAIS ORIGINAL QUE JÁ ME FIZERAM...
Cenário: Rua
Protagonistas: Ela e Eu
Acção:
Eu: Abraço-a com os meus finos braços como se não houvesse amanhã e consigo que ela tire os pés do chão.
Ela - Não me apertes que eu estou grávida!
Eu - Largo-a, imediatamente e digo:
- E tu matas-me do coração!
Ela - Não era bem assim que te queria dizer!
Eu e ela: rimos, felizes!
Parabéns, amiga!
Protagonistas: Ela e Eu
Acção:
Eu: Abraço-a com os meus finos braços como se não houvesse amanhã e consigo que ela tire os pés do chão.
Ela - Não me apertes que eu estou grávida!
Eu - Largo-a, imediatamente e digo:
- E tu matas-me do coração!
Ela - Não era bem assim que te queria dizer!
Eu e ela: rimos, felizes!
Parabéns, amiga!
segunda-feira, 28 de abril de 2008
O BLOGUE DA MINHA AMIGA DÁ UM DESTAQUE NO PÚBLICO
Ah pois é, pessoal!
Isto é que é de VALOR!
Não é para qualquer um ... mas a minha amiga:
VANDA, aka Thunderlady , teve destaque e tudo por causa da palavra CU, aka RABO, com assento ... PÚBLICO.
Parabéns, Vanda, nome que prezo bastante, porque as pessoas que conheço e que têm este nome, são pessoas bastante coloridas, estou tão feliz como se tivesse sido eu!
Quem puder veja o P2 de Sábado 26 de Abril 2008, Página 2 - "Blogues em papel", subordinado ao tema: O 25 de Abril, 34 anos depois.
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