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domingo, 30 de novembro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...24


dos filmes indianos em Portugal.
Da loucura que era, das filas que se formavam, das sessões que se esgotavam.
O sexo feminino levava consigo lenços de pano e puxavam por eles ao longo do filme, saindo do mesmo ainda com a lágrima ao canto do olho e dizendo que os indianos eram tão românticos e lindos, até mesmo os homens fungavam e assoavam-se, ruidosamente, saindo da sala sempre com uma grande constipação.
A seguir ao 25 de Abril de 1974, e durante 2 ou 3 anos, foram verdadeiros arrasta-multidões.
Anos loucos de verdadeira invasão de toda a espécie de cinema, antes censurado, em que até estes deploráveis melodramas indianos tinham mercado neste País , abrindo caminho ao nacional "pimba" .

Oh Oh, Bobby, I love you, oh, oh, oh!


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domingo, 13 de abril de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...23

Em que vi a 1ª novela portuguesa:VILA FAIA e achei que era um passo em frente na representação em Portugal.

Eu agora sou do tempo em que, pela 1ª vez, estou aqui sentada a olhar para VILA FAIA, versão moderna, e constato, estupefacta, que é um passo GIGANTE atrás na representação em Portugal!!!!!

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domingo, 6 de abril de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...22

e vocês, ainda são do tempo do Ministro sem Pasta?
Um ministro sem Pasta era um ministro sem responsabilidades específicas ou um ministro que não chefiava qualquer ministério determinado
Tempos houve que Portugal teve a pasta do sem pasta ... agora há os ASPONE'S (Assessores de Porra Nenhuma) a que correspondem Ministros PONE ... não confundir com póneis, ou com cavalos de corrida, que passam sempre as suas responsabilidades específicas a outros ministérios ou indivíduos ... grandes camelos!
Tenho para mim que se deveria ressuscitar a figura do Ministro sem Pasta para Portugal; agora teria responsabilidades específicas para tratar dos assuntos específicos dos que não têm:
  • Pasta de PAPEL
  • Pasta de DENTES
  • Pasta ESCOLAR
  • Pasta (calão, expressão coloquial)
  • Pasta de FÍGADO
  • Pasta de EXECUTIVO

Enfim, de tantos VIP (Vulgares Indivíduos Portugueses) que bem saberiam ser MINISTROS DA(esta) PASTA!

Eu ainda sou do tempo do Magalhães Pasta, Ministro sem Mota.


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domingo, 30 de março de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...21

Em que não havia time sharing, inquéritos de rua, inquéritos por telefone, call centers.
Não, não é outra vez a Chep, não ... essa é mais aos dias úteis!
Sábados e Domingos, dias em que eu pensava que só os Serviços de Urgência hospitalares trabalhavam para bem da saúde do próximo, uma vez que a maioria dos Centros de Saúde estão fechados, eis que me enganei pois, de certeza absoluta, as pessoas tiveram que arranjar com que se ocupar aos sábados e aos domingos já que o Governo não lhes dava trabalho nesses dias e, se bem o pensaram, pior o fizeram inventando o : time sharing medicinal.

De que é que esta gaja está a falar, perguntarão vocês?!?! Só pode ser do adiantado da hora, concerteza!
Mas eu explico. Eu ainda sou do tempo em que se não me explica(rem)ssem tudo muito bem explicadinho, nada feito.

Drim, Drim! Drim, Drim! (Toca o telefone fixo)

- Estou sim?
- É a D. G******* ******* que fala?
(Muito ruído de fundo, o que me põe logo alerta)
- Sim.
- Aqui há uns tempos respondeu a um inquérito telefónico sobre a saúde em Portugal e tem direito a um rastreio cardio-vascular. Recebeu a nossa carta?
(Isto tudo assim de seguida ... se alguém lhe pusesse a mão na boca e lhe tapasse o nariz ... nem sei o bem que me teria feito!)
- Nem eu me lembro de ter respondido a um inquérito telefónico sobre saúde, e olhe que este telefone não toca assim tantas vezes, nem recebi nenhuma carta, não.
(Decidi que ia esticar esta conversa, pois time sharing em saúde nunca me tinha calhado.)
- Não mora no endereço ********************************************************************************?
(Eu sou, igualmente, do tempo em que os asteriscos serviam apenas para chamadas de atenção e separadores do mais giro que havia, mas não para camuflar letras e números)
- Moro.
- Os correios trabalham bem na sua zona?
(Estive a pontos de me atirar para o chão a rir ... mas não tinha espaço)
-Sim ... pelo menos recebo as contas para pagar sempre a tempo e horas. Quando é que me mandaram a tal carta?
- Err, pois; dê-me um minutinho para ver no computador.
(Esta pergunta, não devia estar no rol das perguntas que fazem neste tipo de time sharing, pelo que ela demorou um bocado mais de [muito] tempo a pensar na resposta)
- Foi em Janeiro, D. G******* *******
- Dia, se faz favor; para eu poder reclamar nos correios a carta que vocês mandaram com tanto carinho e eu não recebi;
- Não faz mal, D. G******* *******; eu vou-lhe dar a senha que estava na carta, é só a senhora trazer o BI e dizer o nº da senha e fará o rastreio na hora;
Pode vir hoje por volta das 18H00?
(Típico do time sharing, certo?)
- Não, não posso.
- Pode vir na 2ª feira;
- 2ª feira trabalho;
- Nós estamos abertos das 17h00 às 22h00.
(Decidi esticar a conversa para ouvir o desfecho.)
- E onde é que esse milagre fica?
- Em Oeiras, D. G******* *******
(Sim, que este pessoal sabe o nosso nome melhor que ninguém e nunca se esquece dele)
- Mais precisamente ....
(E ela lá me disse.)
- D. G******* *******, preciso de preencher uns dados seus.
(Estava mesmo à espera desta)
- Então mas o seu colega ou a sua colega que me fez o inquérito telefónico deve-me ter perguntado os dados todos, ou não?
- Não os tenho aqui no computador.
- Mas a minha morada, o meu nome, o meu telefone tinha! Estranho!
- A senhora que idade tem?
- 45
- Na sua profissão faz muito exercício físico?
- Não, profissionalmente, não faço.
- Qual é a sua profissão, D. G******* *******?
- Secretária.
- Secretária como? Secretária secretária ou secretária administrativa?
(Chão porque não me deste espaço para eu rebolar a rir?)
- Desculpe??????????????? A menos que me esteja a perguntar se sou uma secretária, do género mobiliário, o que me leva a aconselhá-la a ir fazer um rastreio neuro-vascular, as outras, basicamente, fazem o mesmo: secretariam.
- É casada, D.
(Aqui já sabem que ela diz o nome todo, ok?)
- Sim.
- Com quem?
- Com o meu marido.
- Não D. ( ); Nome do seu esposo.
- Desculpe mas não vou dizer. Aliás sou eu que vou fazer o tal de rastreio cardiovascular, não é?
(Ela, aparentemente, impertubável ... ou surda)
- Idade?
(Eu armada em parva)
- Já lhe disse; aconselho um rastreio aos ouvidos.
- Do seu marido.
- Não digo.
- Profissão.
- Vamos acabar com isto, minha senhora?
- D. ( ) a que horas é que pode vir na 2ª feira?
- Às 19h00.
- Não se importa de esperar um bocadinho para eu perguntar um coisa à Doutora rápida?
- Doutora Rápida?
(Não sei se ouviu; mas não respondeu)
[Bocadinho passado ...]
- D. G( ) vou passar à Senhora Doutora para carimbar.
- Para carimbar o telefonema?
- Sim.
- Ok, vou gostar de ver.
[A Doutora era ESPANHOLA, o que me encaracolou toda; foi o descabelo total.]
- A minha colaboradora já lhe disse do que se tratava, não es verdad?
- Sim.
[E , quis ela, repetir-me tudo outra vez, no seu espanhês.]
- Olhe, minha senhora, a sua colaboradora já me disse tudo o que a senhora quer voltar a repetir e eu estarei aí às 19h00 de 2ª feira.
- Tiene que venir a senhora e su marido.
- Só vou eu ou não vai ninguém, escolha!
- Não é uma questão de escolha: tiene que vir a senhora e su marido.
- Pois eu escolho que não vai ninguém; passe bem!

Vocês conheciam este tipo de time sharing?
Pois eu também já fui do tempo em que não o conhecia!


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domingo, 23 de março de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...20

Do Carrefour.
Do Carrefour aberto aos domingos e feriados, das 09-13 horas, porque nas grandes superfícies era assim.
Do Carrefour aberto ao DOMINGO DE PÁSCOA que, por ser domingo e por ser feriado, abria das 09-13 horas.

Eu agora passei a ser do tempo do CONTINENTE que num DOMINGO DE PÁSCOA estava fechado!!!!!! Qual é a parte de grandes superfícies abertas aos domingos e feriados das 9-13 horas que é suposto eu não perceber!?!?

Belmiro, cada vez te belmiro mais! Dass!
Ainda bem que o Pingo Doce estava aberto!

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domingo, 16 de março de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...19

Em que se escrevia e se imprimia ao mesmo tempo.
Eu ainda sou do tempo daquelas máquinas de escrever com fita preta e vermelha, em que tínhamos que carregar numa tecla para se escrever a vermelho.
Eu ainda sou do tempo em que tínhamos que carregar com tanta força nas teclas que, muitas vezes, ficávamos com os dedos lá dentro.
A partir de certa altura, tanto fazia carregar na tecla ou não, pois a máquina escrevia a duas cores e furava o papel.
Eu ainda sou do tempo em que, mesmo antes de aprender a dactilografar, assim se verbalizava o acto de escrever numa máquina-de-escrever, o meu pai me deixava brincar aos escritórios e eu escrevia, escrevia, só para ver o carreto a andar para o lado direito do corpo da máquina até tocar um plim-fim-da-linha e termos que voltar a empurrar o carreto da máquina até à posição inicial.
Eu ainda escrevi durante bastante tempo em máquinas deste género; até havia uma profissão específica para pessoas que, nos escritórios, só escreviam à máquina, eram as(os) dactilógrafas(os).
Escrever nestas máquinas dava lugar a uma quantidade de rituais e acessórios envolventes, a saber:
  • folhas transparentes (do tipo papel vegetal fininho) para servirem de cópias; no meu emprego utilizava-se a cópia branca (para o arquivo geral), a cópia azul (para o arquivo específico) e a cópia amarela (para circulação).
  • Para que estas folhas tivessem impresso o mesmo que a folha original, usavam-se os papéis químicos, entre cada uma das folhas. Se nos enganávamos, tínhamos que emendar o original e apagar os erros nas cópias ... era lindo; lá vinham à baila as borrachas específicas para este fim e o radex. No final o resultado era uma bela porgrafia (uma porcaria dactilografada, a raiar os contornos da pornografia).

Mais tarde surgiram as máquinas de escrever com processador de texto e, finalmente, o computador.

Detzolfolques ... com umas imagens para ilustrar:

A máquina de escrever ... ou o corpo do delitro (sim, bem tínhamos que dar o litro para sair obra asseada)

Exemplo das folhas de cópia

A capinha das folhas de papel químico

O papel químico

O milagre da eliminação dos erros


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domingo, 9 de março de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...18

Eu ainda sou do tempo em que, quando íamos a um restaurante e dizíamos:

- Gostaria de um bife, se faz favor.

Não paravam para nos perguntar (nem nós para detalhar):

- Quer bife de vaca ou quer bife de porco?
- Quer com batatas ou sem batatas?
- Quer com arroz ou sem arroz?
- Quer com ovo a cavalo ou sem ovo?
- Quer com salada ou sem salada?
- Quer no prato ou no pão?

Querer um bife, num restaurante, significava :

Bife de VACA com BATATAS FRITAS e OVO A CAVALO!

Se era no pão, chamava-se prego!

E pronto!

Agora para além de todas as variantes acima, o bife é que é de cavalo e o ovo deve vir de carrinho!


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domingo, 2 de março de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...17

Em que Alentejo era uma região muito distante de um país muito distante chamado Portugal e que eu só conhecia dos livros de História e Geografia e de um Mapa pendurado na parede da sala de aula.


Nesta altura o Alentejo é a região de Portugal que mais gosto, porque só nela tenho a sensação de espaço e liberdade que encontrava quando eu ainda era do tempo em que vivia num país espaçoso e onde me sentia livre.

Se um dia puder terei uma casinha no Alentejo, não interessa onde, desde que seja num sítio em que a minha vista só abarque espaço, espaço e mais espaço!


Isto tudo para dizer que, daqui a bocado vou já ali .... ao Alentejo ... sempre a asserpar e sempre, sempre, com Mourão no coração!




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domingo, 24 de fevereiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...16

Em que, por todo o lado, se via mulheres a fazer malha (ou tricot, melhor falando)!

No comboio, em vez do actual cacarejar, ou de olhares poisados em livros, revistas, jornais gratuitos, folhas fotocopiadas, auscultadores nos ouvidos, telemóveis a debitar música (quando não há auscultadores), via-se mulheres a tricotar!

No emprego, no pausa para almoço, em vez das corridas aos shoppings, via-se mulheres a tricotar!

Em casa, após o jantar e antes da ida para a cama, havia sempre uma mulher a tricotar!

Eu ainda sou do tempo em que nunca tricotei, mas, tanto eu, como os meus filhos, tivemos imensas peças de vestuário tricotadas por alguém!




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domingo, 17 de fevereiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...15

Em que enfeitava os cadernos escolares com este género de bonequinhos:










vinham em folhas, já não me lembro se de tipo A4 ou A5, ligados entre eles; uns eram com brilhantes, outros eram sem brilhantes, umas folhas tinham só animais, outras só bébés, outras, ainda, eram compostas por crianças e animais!
Quase todas as meninas tinham destes bonequinhos, que não eram autocolantes!
Tentávamos que o nosso caderno fosse o mais bonito de todos; geralmente púnhamos um destes bonequinhos ao pé do sumário e outros espalhados pela folha e, digo-vos, era um prazer escrever a matéria que estava a ser dada, nestas folhas embelezadas!
No final de cada ano lectivo, recortava e guardava os bonecos, sem pensar que, num chuvoso e ventoso dia de invernia eles viriam embelezar e dar vida a este post!


[Estes bonecos conseguiram escapar da guerra civil em Angola, porque me lembrei de os trazer todos (tenho mais, muito mais) dentro dos vários livros que também fizeram parte da minha mala de viagem]

domingo, 10 de fevereiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...14

Eu ainda sou do tempo do “come e cala-te”, porque vem o velho e leva-te e nunca mais te vemos … mas vivíamos em Ditadura!

Eu ainda sou do tempo do “come e cala-te”, porque eles comem crianças ao pequeno almoço … mas vivíamos no tempo do PREC (Período Revolucionário em Curso … para os mais novos)!

Eu ainda sou do tempo do “come e cala-te”, porque não te adianta de nada e ainda pode piorar … porque vivemos em Democracia!
Eu ainda sou do tempo da Ditamole, quando comparada com a Democradura ...

domingo, 3 de fevereiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...13

Em que as férias escolares de Carnaval no Liceu de Oeiras começavam bem mais cedo que nos outros locais da Grande Lisboa, pelo menos.
O Liceu de Oeiras era bem conhecido devido aos seus Carnavais e, muitos estudantes do resto do país invejavam os alunos deste Liceu;
Porquê, poderão vocês perguntar!
Porque uma semana antes da data prevista para as férias escolares não havia como não andar mascarado ... desde ovos podres, farinha com água, bombinhas de mau cheiro, pneus furados e batatada, muita batatada ... tudo valia!
Resultado: a Polícia chegava em toda a sua força e juntava-se ao Carnaval, fechando o Liceu logo na tal semana, porque "não havia condições".
Ricos Carnavais, mesmo para mim que não era nada dada à folia, ah pois não!

Actualmente, quando entro no liceu de Oeiras, apenas o edifício se mantém igual, lá dentro o mesmo encontra-se bem mais despovoado e a ordem impera!

domingo, 27 de janeiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...12

em que devorava ESTES livros! Com esta capa, exactamente, não com as outras mais modernas e com fotografias.
Adorava a atmosfera e as aventuras que os 5 viviam; sentia o cheiros dos scones, o mistério da illha de Kirrin; em contrapartida nunca achei grande piada às Aventuras dos 7!
Já na minha adolescência estes livros passaram a série televisiva em que toda a magia se perdeu ... pelo menos para mim.









domingo, 20 de janeiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...12



do Termos!

Na 6ª feira vi uma chinesa com esta peça no Metropolitano e imensas recordações de infância vieram à mente!

Lembro-me de os meus pais terem recorrido algumas, poucas, vezes a este expediente ... para a minha mãe descansar um pouco das lides culinárias em que ela é E-X-Í-M-I-A!

Eram uns termos maiores que este e o meu pai é que ia buscar, umas vezes sozinho, outras vezes comigo e ou com o meu irmão.

Já não me lembro do sítio onde ele ia ... sei que não era nenhum restaurante, isso sei!

E o termos (dever-se-ia chamar Ternos) era composto por um 1º andar de sopa, um 2º andar de peixe e um 3º de carne ... tudo como manda a etiqueta (sem alarmes);

A Paula Bobone ia adorar!



A comida era boa, também me lembro disso!

domingo, 13 de janeiro de 2008

EU AINDA SOU DO TEMPO ...11

em que não me esquecia de enviar cá para casa as imagens que digitalizei no emprego para fazer o post da rúbrica semanal "EU AINDA SOU DO TEMPO ...".

Eu ainda sou do tempo em que nunca me esquecia de me lembrar ... e comia mais queijo naquela altura do que agora!

Eu também ainda sou do tempo em que o queijo era mais barato ... pois, também é uma grande verdade!

Eu fui a tempo de me lembrar que tenho uma rúbrica dominical intitulada "EU AINDA SOU DO TEMPO ...".

Antes me tivesse esquecido ... porque ninguém ia dar por isso, nem lembrar-se!

Enfim!

domingo, 30 de dezembro de 2007

EU AINDA SOU DO TEMPO ...9

Eu ainda sou do tempo em que as únicas operações que havia eram: soma, subtracção, multiplicação e divisão, agora há bastantes mais: apito dourado, furacão, noite branca, olho vivo, coruja, pato bravo... ah, lembrei-me agora: operação mãos limpas!
Eu ainda sou do tempo em que os animais falavam ... apenas nas fábulas.
Eu também ainda sou do tempo em que me diziam Não digas parvoíces ... mas continuo a dizê-las!

domingo, 23 de dezembro de 2007

EU AINDA SOU DO TEMPO ...8

EU AINDA SOU DO TEMPO EM QUE O NATAL ERA O QUE JÁ NÃO É!

Eu ainda sou do tempo em que o Natal era passado a 4: O meu Pai, a minha Mãe, eu e o meu irmão e eram Natais muito, muito cheios.

Eu ainda sou do tempo em que passava o Natal sempre no quentinho, e não era porque fosse junto a uma lareira.

Eu ainda sou do tempo em que íamos ver as iluminações e as montras à noite e que o meu irmão em cada montra por onde passava, estacava e dizia: “Mãe compra!”

Eu ainda sou do tempo em que os meus pais nos deitavam cedo, porque senão não podíamos assistir ao nascimento do Menino Jesus à meia noite, e nós queríamos muito assistir a isso!

Eu ainda sou do tempo em que os meus pais nos iam acordar para irmos à Missa do Galo, porque só assim Jesus nascia … e nós íamos!

Eu ainda sou do tempo em que todos os amigos iam a casa uns dos outros distribuir os presentes que os pais do Menino Jesus mandavam através deles, porque Eles queriam que todas as crianças fossem felizes … e nós ficávamos felizes!

Eu ainda sou do tempo em que recebia 20 brinquedos iguais, porque não havia listas de Natal!

Eu ainda sou do tempo em que fiz a 1ª Comunhão na Noite de Natal e que pensei: Como é que Jesus nasce e eu estou a comê-lo? Mas nem me atrevi a falar disso, não fosse o Diabo tecê-las e eu nem brinquedos ter!

Eu ainda sou do tempo em que a minha mãe fazia enooooooooooormes presépios que ocupavam uma lateral da sala e que eram verdadeiras obras de arte!

Eu ainda sou do tempo em que sempre tive árvores de natal artificiais, porque em Angola não crescem pinheirinhos de Natal!

Eu ainda sou do tempo em que tinha medo do Pai Natal e que fazia um grande berreiro nas festas de natal do emprego do meu pai e, invariavelmente, quem recebia o presente das mãos do Pai Natal, era o meu Pai de todos os dias!

Eu ainda sou do tempo em que, quando cheguei a Portugal, deixei de gostar do Natal, porque era frio, sob todos os aspectos!

Eu ainda sou do tempo em que adorava ir a Goa passar os Natais, porque lá não se dão presentes, fazem-se verdadeiros presépios, há uma Estrela de David em cada casa, hindus e cristãos comemoravam com igual alegria esta época festiva e trocavam-se doces!

Eu ainda sou do tempo em que adorava ir a Goa passar os Natais, porque lá conheci quase todos os membros da minha família espalhados pelo Mundo!

Eu ainda sou do tempo em que voltei a gostar do Natal em Portugal quando os meus filhos nasceram … mas eles já estão crescidos!

Eu ainda sou do tempo em que a família que passava o Natal cá em casa começou a diminuir e, assim torna-se difícil manter o espírito de Natal, que significa NASCER!

Eu espero ainda ser do tempo em que este espírito voltará a NASCER!

domingo, 16 de dezembro de 2007

EU AINDA SOU DO TEMPO ...7

do TELEX.






O "telex" é a abreviatura da palavra Teleimpressora e assemelhava-se a uma maáquina de escrever (de que também sou do tempo);
Quase todas as empresas tinham um um ou mais destes aparelhos electro-mecânicos que serviam para enviar mensagens escritas de um lado para outro e que, nos dias de hoje, foram substituidos pelos aparelhos de "fax", por exemplo.
Nas empresas mais pequenas estes aparelhos eram a extensão da Secretária; nas empresas maiores e com mais volume de utilização, havia pessoas que desempenhavam apenas e exclusivamente a função de "operador(a) de telex".
A secretária ou a/o operador(a) de telex tinha uma mensagem, geralmente manuscrita, que transcrevia para o telex; ao fazê-lo a máquina produzia uma fita de papel perfurado (ver aqui em baixo), que era tudo aquilo que se tinha "teclado".
Se a mensagem fosse um "testamento" esta fitinha atingia vários metros.
Depois essa fitinha era presa a um dispositivo que existia lateralmente e transmitida para o destinatário que, por sua vez recebia a mensagem como exemplificada em baixo, ao mesmo tempo que a mesma ficava gravada, igualmente numa fita perfurada;

Estas fitas eram guardadas para se fosse necessário retransmitir as mensagens.
A cada aparelho de telex correspondia um código alfanumérico mais o código do país ( por exemplo, 32640 LOFRAL PT), e havia listas de telex, como as há de telefone e de telefax e de internet, actualmente.

O meu caso de interacção com este aparelho não é nada paradigmático: o meu 1º Telex era um telex topo de gama, pequeno, completamente electrónico, e sem estas fitinhas, tendo sido bastante fácil de aprender;

Mas depois fui para uma outra empresa que utilizava telexes com fitinha perfurada;

As fitinhas eram guardadas em caixotes, por nº de telex e data, e era muitíssimo "giro" andar à procura das mensagens um mês depois, porque o chefe se lembrava que precisava de enviar a mensagem para um determinado sítio;

Cheguei a utilizar muitas das "bolinhas" das fitas perfuradas como "confetti" e as próprias fitas como laços em prendas;